Vidas podem ser vistas como filmes.
Algumas como curta-metragens; aos que vivem pouco.Outras, como cansativos longas felinianos. Entediantes e sem sentido.
Mas a maioria delas é como vulgares comédias americanas.Burguesas, comportadas e adequadas a todos os tipos de público!
Há sempre quem tente incrementar com os ares do drama francês ou a transparência e inproviso do cinema neo-realista.Mas poucos conseguem escapar de pastelões ou de comédias românticas de finais frustrantemente previsíveis.
Poucos têm o ímpeto e a coragem de renunciar ao futuro planejado tão conveniente e recomeçar de um ponto que possivelmente mudaria os rumos de uma trajetória aparentemente inevitável, imutável.
Na vida, apenas o fim é inevitável. Apenas a morte nos separa do que somos, do que fomos e do que podemos vir a ser.
De resto, somos donos de nossos próprios destinos. Os criadores e algozes de nossas obras, divinas ou diabólicas.
Somos deuses de nós mesmos. E de mais ninguém. Temos o poder e o dever de nos reverenciar. Ofertar nossos corpos, almas e corações a nós mesmos. Nossos prazeres e temores.
Em nossas mãos estão os cenários de nossos filhos. Inspirações de figurinos, trilhas sonoras e argumentos.
Assim como um dia, esteve nas lentes de nossos antepassados, veteranos, diretores de seus destinos, a matéria prima de nossas produções.
sábado, 22 de novembro de 2008
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Um comentário:
descobri este texto, muito bom.Parabéns. escreva sempre.
um abraço
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