sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lá dentro

Seremos muitos mais do que somos hoje
espalhados por esse battlefield.
Armados até os dentes
trincados de raiva e medo
que tudo se acabe.

E faz-se a guerra pra que ela nunca termine
e angarie mais de nós
São convocados os cíumes, o rancor e
a vingança

A vingança alimentará a todos estes homens
loucos uns pelos outros
guerreando com suas espadas de louça.

domingo, 24 de outubro de 2010

Só mais um texto pra falar de amor. PARTE I

Hoje eu sentei aqui para contar uma coisa para vocês. Talvez vocês já saibam tudo que eu vou dizer. Mas a questão aqui não é O QUE, mas COMO. Como eu penso sobre amor.

Eu, meus vinte anos, minha sensibilidade e minha afinidade com pessoas e com o mundo são os fatores que mais determinam minhas convicções e teorias sobre this thing called LOVE.

Penso, o tempo todo, sobre tudo que me cerca. Penso besteiras, vou longe demais. Penso no que será que as pessoas pensam enquanto me cercam, e quando estão longe. Converso. Converso com todo mundo, quase o tempo todo. Falo demais. Converso para saber o que as pessoas pensam e principalmente, como.

Eu preciso de pessoas. Bem, na verdade, eu, a torcida do flamengo, e o mundo. Pessoas precisam de pessoas. É tão lógico quanto 2 e 2 são 4. Mas nem todas as pessoas têm essa consciência.

Vocês me desculpem se eu novamente estou indo longe demais e dando muitas voltas para chegar ao ponto. Mas para mim é importante falar de pessoas para falar de amor.

Pois amor é a batuta que rege a relação entre os homens. O amor ou a falta dele.

O amor está onde as relações são generosas e gentis. E o amor sempre está, até que se prove o contrário. Não tem a ver com tempo e nem necessariamente com presença.

Se um casal se une rapidamente as pessoas reclamam, dizem que não é possível que se amem em tão pouco tempo. No entanto, se um casal já está junto há muito tempo, dizem que o amor vai desgastar...

E essa vida útil que atribuimos ao amor?

continua ....

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

The end

You turned off the lights
Now you should leave
And close the door behind your back
Leave me thinking of us
And everything else you'll soon forget.

Amado

Eu quero te ver menos.
Para que você sinta saudades
Para que você sinta A minha falta.
A minha falta de te ter ao meu lado.

Sou mais feliz
quando somos um.
Quando somos dois
Sou atriz

Eu te amo
Mas não quero estar sozinho ao teu lado
Pois só me sinto completo
Quando me sinto amado.
Sentia falta de escrever como nos velhos tempos da escola. De sentar-me a beira-mar e me deixar levar por rimas em versos bastante aleatórios. Sentei-me aqui hoje, não sei bem por quê.

É um finzinho de tarde cinzenta, de mar bravio com transatlânticos cortadores de horizonte. De gringos transeuntes, de gente a se exercitar. Vejo o dia fazer-se noite sem muita pressa, sem muito esforço.

Ouço Alanis, Beirut...qualquer coisa que me transporte, que me apaixone.
Meus sonhos estão todos por aqui.

Eu queria ser surfista, eu queria ser cantora. Eu queria estar bem longe e eu amo este lugar. O lugar onde escrevo. O meu lugar. Eu me orgulho de ser daqui. Me orgulho ainda mais de ser quem sou. Mas queria estar além-mar, além-ser. Será?

Sento aqui, sobre meus últimos suspiros de dezenove anos. Cheios de promessas, de futuros.

Espero o Arpoador acender como espero minha vida ascender no ano que se segue. No eterno que me aguarda. Me aguardem.

Sinto como se o mund aqui e além-horizonte me aguardasse. Como se estivessem a espera da minha estréia.

Estréia essa em que todas aquelas promessas e futuros se realizarão em história.

Perpasso livrarias e minha autobiografia, e esse texto já habitam vitrines, prateleiras e caixas.

Sou aquele transatlântico a passar por entre as Cagarras. Tão longe daqui, tão longe de lá.